quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Descolamento de placenta...

Alguns dias depois do meu primeiro ultra, eu senti muitas dores no baixo ventre, parecia cólica só que muito mais forte, até que minha dor foi "passando" conforme eu ia fazendo xixi.. e numa dessas vezes aconteceu algo estranho, veio sangue e um "pedaçinho" de algo que até hoje eu não sei dizer o que era.
Eu não fui ao hospital de imediato, lembro que eu estava sozinha em casa e sem chave, aguardei até o outro dia para ver se ainda tinha sangramento e sim ainda tinha.
Meu pai  me levou direto ao hospital, passei por um ginecologista que não era o meu e o mesmo pediu logo um ultra com urgência.
Vimos que eu havia tido um descolamento de placenta prematuro, nunca saberei dizer o que era aquela coisinha durinha que eu havia expelido mas o que importa é que a meu bebê estava lá ainda firme e forte dentro do meu ventre.
Daquele dia em diante, eu não só tomava a vitaminas como todas as grávidas, tomava alguns remédio para evitar contração e outros para produzir hormônio.
Eu que achei que seria uma grávida ativa, passei a ser uma grávida sedentária que não podia fazer nada mas graças a esse procedimento que hoje tenho a minha filha.

O que é o deslocamento de placenta prematuro?
O deslocamento de placenta prematuro é separação total ou parcial da parede do útero o que deveria ocorrer até o bebê nascer. O grau de deslocamento pode variar mas em casos mais graves pode cessar o oxigênio e nutrientes do bebê, fora que é um caso de urgência obstétrica que pode causar a morta do bebê, mãe ou ambos.
Sintomas:
Sangramento vaginal (leves ou fortes)
Dores no baixo ventre e/ou costas

Diagnostico:
é feito uma coleta de dados, e ultra transvaginal ou abdominal, e como complementos de exames um hemograma, monitoramento fetal, dosagem do fibrinogênio, exame pélvico e avaliação da coagulação sanguínea.

Bom voltando a mim, o repouso foi a pior parte. Eu queria andar na praia, mostrar para todo mundo o meu barrigão mas era necessário para meu bebê eu ficar em casa pra que ele vivesse.

Então... uma dica que eu dou qualquer dorzinha corram para o médico!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Enfrentando o preconceito

Assim como eu disse em outra postagem, o preconceito ainda existe, camuflado mais ainda existe  e muitas (na grande maioria) esse preconceito parte de nós.
É óbvio que sabemos que hoje existe inúmeros métodos de prevenção de gravidez e de doenças porém sabemos que nem sempre são utilizados ( o que aconteceu no meu caso) e também não são 100% seguros.
Sabe eu sempre fui muito preconceituosa comigo, passamos a vida inteira escutando "- Fulana é mãe solteira" " Fulana se envolveu com um cara e engravidou" "Fulana larga o filho o dia inteiro na escola porque não tem ninguém para olhar e tem que trabalhar pra sustentar filho" e sabe isso sempre pesa muito no que fazemos mas algumas vezes agimos por impulso e não controlamos a nossa atitude.
Assim como eu já disse, quando soube da gravidez eu não sabia como seria enfrentar todos esses olhares tortos mas com o tempo eu soube administrar.
Aprendi sendo mãe solteira, que quem faz o preconceito é você mesmo, que muita gente vai falar ( e te julgar e criticar) mas se você se importa com tudo o que vão falar você pode ser uma freira que você nunca irá prestar. Aprendi a enfrentar o preconceito e a superar tudo de uma única forma, sendo uma boa mãe para minha filha.
Não existe nada no mundo que se compare ao amor que nós temos.
Feio não é ser mãe solteira, feio é engravidar para segurar um homem, feio é ter o filho e viver brigando com ele por ele ter nascido (seja de físico ou emocional ),  feio é fingir amar, feio é o preconceito ridículo do ser humano em querer viver numa sociedade regradas.
Regras são feitas para serem cumpridas mas também são feitas para serem quebradas.